sexta-feira, 4 de setembro de 2009

#028 TVI

A decisão de retirar Manuela Moura Guedes dos écrãs será assim tão simples e linear como a colocam?
Penso que não. Creio que José Sócrates não se conseguirá desvincluar de uma leitura mundana de relação causa-efeito. Para o português médio, a coisa não é facilmente explicável.
Creio que o país fica mais pobre porque, de vez em quando, Manuela Moura Guedes tinha programas com muita audiência, fosse em directo, fosse depois através do Youtube. Quem não se recorda da sua discussão com Marinho Pinto? Hilariante...
Pela minha parte, que não vejo a TVI, não me faz grande falta. Agradeço mesmo que Manuela Moura Guedes seja retirada e que, no seu lugar, possam colocar uma carinha bonita... como ela também foi, nos idos de 80.
Porém, estão por explicar as interconectividades que conduziram a esta insólita decisão, ainda por cima no momento político de efeverescência eleitoral que estamos a viver.

#027 Radiografia

Foi com orgulho e honra que recebi o convite que a Antena Livre me endereçou para me juntar ao grupo de comentadores residentes do seu programa semanal "Radiografia".
É claro que me questionei: porquê eu?
Concluí que estas questões de ser ex-qualquer coisa têm vantagens.
O facto de eu estar fora da actividade política mais intensa, de ter auto-suspendido a minha participação cívica, que de conduz ao estado de adormecimento na militância activa, associado à convicção que tenho de, sem imodéstia nem vaidade, me sentir esclarecido e lúcido na leitura de acontecimentos na comunidade a que pertenço, terão sido motivos para que o Jerónimo Jorge me dirigisse um convite.
Aceitei e assumi esse compromisso, ao longo de algumas quartas-feiras que já se iniciaram há dois dias, em São Lourenço. Lá chegarão os dias frios e chuvosos em que não será muito agradável sair de casa para esta colaboração (por razões exclusivas de comodismo), mas o compromisso foi aceite e fico honrado com a escolha, esperando poder contribuir para, com serenidade, bom senso e fidelidade às percepções que o mundo exterior me suscita, ir dando sinais daquilo que é o meu universo de preocupações e leituras.
Gostei da primeira participação. Gostei muito. Senti-me à vontade e procurei não ser incontido. Tenho sempre o problema de parecer altivo, arrogante, distante nas primeiras abordagens que faço a situações e pessoas.
Sei, porque me conheço, que dou a imagem de pretender saber muito de coisa nenhuma sabendo. afinal, porventura, nada de quase tudo. Mas procuro cultivar-me e aprender de modo contínuo.
Hoje corre atrás de outros motivos de realização pessoal e profissional.
Mas, tal como ontem, sei que é na comunicação e partilha de experiências em rede que se faz e constrói o saber acumulado.
No final, cá estarei eu e outros, melhor que eu, para fazerem a radiografia à participação dos vários elementos neste "Radiografia", cujo regresso saúdo.
Vamos ter já muito que fazer, após as entrevistas aos candidatos a autarcas de Abrantes. Vai ser uma tarefa difícil ajuizar as prestações de cada partido/candidatura e de cada candidato. E ingrato, tendo eu sido candidato por duas vezes, em 2001 e em 2005.
Vou tentar ser isento e, acima de tudo, serei honesto e recto na forma como irei expressar aquilo que é a minha percepção - uma vez mais, é disso que se trata - sobre as sensações que me são provocadas pelo suave nagevar (ou não!) nas ondas das campanhas.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

#026 Fragmentos

Episódios soltos, fragmentos de ideias, despojos de situações...
...é o que me ocorre.
- As listas de candidatos a deputados pelo PSD, com o "linchamento" de alguns e a promoção de outros que não merecem nada.
- Lisboa antiga ao Sábado de manhã, favorável ao passeio, ao usufruto do espaço e à visita a museus.
- A visita ao Convento de Mafra e ao passado que o mesmo representa.

- A visita à colecção Berardo e à exposição de Pancho Guedes no CCB.
- A visita ao Museu Nacional de Arte Antiga.
- As idas à praia, em família, para estar simplesmente, sem pensar em nada, a não ser no existir, reexistir, insistir e persistir seguindo um caminho.
- As consultas aos e-mails que tenho de fazer, mesmo em férias, para preparar a operação "Pandemia de Gripe A", depois de olhar com calma para os cenários existentes e para a curva prevista de Gauss.
- O estar em família, porque isso é mesmo bom e faz falta.
- As interrupções às férias para que o trabalho não se queixe da minha ausência.
- A comida saudável.
- Os livros que trouxe e sempre leio mais depressa.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

#025

Falta-me inspiração para o título deste post. Por isso, fica apenas o seu número de série sequencial. Porque é que tudo tem de ter um título, um nome, um rótulo? Não seria tudo mais simples se as coisas fossem lineares, leves e lógicas (um triplo L)?
O mundo está sem sentido e só faz sentido pensar e desejar ter um mundo com sentido. Há pouco li um blog de um amigo, o qual me fez parar um pouco para pensar.
A forma de ele escrever, sentida e pungente, é atrevida, irrequieta e, ao mesmo tempo, inquietante. Passa do ofegante ao sereno em pouco tempo, vai do caos à ordem num ápice e faz-me pensar que é neste jogo de luzes difusas e de contrastes que conseguimos identificar os nossos sentimentos e reconhecemos os nossos afectos.
Este jogo de busca pela paz interior, do equilíbrio emocional, da luz serena mas constante, é uma odisseia, por vezes quimérica que quase todos - atrever-me-ia a dizer mesmo todos - empreendemos diariamente.
Por vezes precisamos de estar apenas quietos e em silêncio. Noutras vezes em choque e em arrelia permanente. A paz interior e o equilíbrio emocional podem ser-nos revelados num beijo, num abraço, numa frase, numa música, num silêncio, numa brisa, num murmúrio, num sorriso, numa flor, num pássaro, numa paisagem, numa gargalhada, numa lágrima perdida num choro lânguido, num gemido de dor ou de prazer ou mesmo num grito de revolta e clamor pela serenidade. Tanto vaz.
Por vezes tudo isso provém do nada, da simples dimensão telúrica de uma existência que se identifica com a natureza, num ribeiro cuja água corre veloz sem parar, numa árvore cujos ramos pendem graciosamente sobre o vale, numa colina onde a vegetação seca pelo calor do verão ondula ao sabor da brisa quente do final de tarde.
Cada um de nós tem - melhor, procura ter! - o seu Shangri-La, essa singular criação literária de James Hilton, no seu «Horizonte Perdido», o tal lugar que se confunde com o paraíso na Terra, em terras dos Himalaias, onde o tempo fica em suspenso num clima de êxtase, felicidade, saúde e prosperidade, onde todos os seres coexistem em perfeita harmonia, sem invejas, ciúmes ou querelas.
É esta promessa de um «mundo novo» que nos move, nesta terra que, também ela, se move, como disse, e bem, Galileu: «Et pur si mueve!».
O meu Shangri-La, imagino-o no Codes. E é lá que espero (re)encontrar, um dia, a minha paz, a minha serenidade, talvez mesmo a domesticação do animal selvagem que sinto habitar, por vezes, dentro de mim.

domingo, 31 de maio de 2009

#024 Claro como água?

Como ser claro e não ser enigmático? Mas, também, ser claro porquê, para quê e para quem? A quem queremos agradar quando desejarmos ser claros (mesmo que não o desejemos na totalidade, em última instância)?
Não andamos sempre com o mesmo humor.
Nem sempre a vida nos sorri ou corre bem. Às vezes lá calha mas são tantos os perigos, riscos, dissabores, desencantos, desilusões, entre outros fenómenos de carga negativa, que nem sabemos por onde começar.
Não gostamos de nós mesmos todos os dias. Todos temos coisas em que gostaríamos de mudar. Uns pensam e agem. Outros escrevem as sugestões de melhoria e procuram iniciar um caminho de auto-redescoberta e auto-realinhamento. Outros fazem de conta que não se percebem a sim mesmos e continuam na vida, ao seu ritmo, indeferentes sobre os outros, ignorando se são amadaos, tolerados ou odiados.
Depois de feita uma coisa, não podemos apagar o passado. Depois de ditas as palavras não as podemos remover. Podemos corrigir, podemos emendar, podemos pedir perdão, se esse pedido for genuinamente sentido. Ou podemos continuar na mesma, ou mudar de vida, seguir outro rumo, encontrar outros pontos de equilíbrio.
A decisão nunca é fácil. Nenhum processo de decisão que envolve opções sobre valores essenciais da nossa vida é fácil.
Mudar de partido político, mudar de clube, mudar de cidade, mudar de emprego, mudar de companheiro(a), mudar opções, mudar atitudes. Tudo implica assumir riscos, tudo implica passar a lidar com o mais ou menos desconhecido.
Que boa que é a sensação de serenidade, de nada ter de especial para decidir, de fazer contas aos dias sem dificuldades de maior.
Esse é o mundo ideal. Não é o mundo possível nem o mundo real, em que hoje vivemos e onde o risco, todos os riscos, são determinantes para nos traçarem a felicidade e a qualidade de vida no futuro.

terça-feira, 26 de maio de 2009

#023 (Re)encontra-te

Quando estamos tristes, sabemos que os amigos, os verdadeiros amigos, estarão aqui, ao nosso lado.
Quando estamos doentes, sabemos que os amigos, os verdadeiros amigos, estimarão mesmo as nossas melhoras.
Quando a vida não nos sorri, sabemos que os amigos, os verdadeiros amigos, se preocupamrãocom o nosso bem estar.
Quando nos encontramos, quando nos (re)encontramos, sabemos que os amigos, os verdadeiros amigos, esses ficarão contentes, por vezes ardentemente contentes.
Os dias são todos diferentes e, contudo, não poderiam ser mais iguais uns aos outros.
Com a vertigem da vida quotidiana, quem tem tempo para ser igualitário e promover a dita igualdade, corrigindo os defeitos da desigualdade que pulula, latente e activa, nas vidas de toda a gente?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

#022 Estou bem, obrigado.

Depois da tempestade costuma vir, diz o ditado, a bonança.
Depois de uma fase de maior introspecção pode surgir, assim, uma fase mais extrovertida, mais comunicativa, mais positiva, mais esperançosa.
Por vezes sabe bem fugir das rotinas para nos (re)encontrarmos. Nem sempre isso é fácil. Mas, noutras vezes, está ali tudo, mesmo à mão de semear, ou de colher o que antes já havia sido semeado.
Estou bem, obrigado.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

#021 Não me largas. Vai-te.

Fecho os olhos e tento ver-te. Tento sentir na ponta dos dedos os contornos do teu rosto. Por mais que tente não consigo tocar-te. Vejo-te mas não tens forma tridimensional.
Não te sinto e, no entanto, estás ali. Desejo não te querer mas não tenho como te evitar. Resigno-me, abro os olhos, espreito para o lado e ali estás tu.
Tu... Tu mesmo, ser que não existes mas que teimas em me perseguir.
Sinto que me odeias, que me queres fazer mal, que não dormes nem te deitas, tu que não te emocionas com uma aurora de Primavera, tu que não vertes uma lágrima nem quando uma criança inocente sofre nas mãos se um qualquer adulto cruel.
Tu só queres que eu sofra, que eu seja infeliz, que eu seja miserável. Tu que não me largas.
Mas eu...
...eu sou como Fénix, que renasce das próprias cinzas. Posso não saber andar bem mas vou-me equilibrando, posso não conhecer o caminho mas sei tactear e encontrarei o Norte.
A mim - garanto - não vais conseguir derrotar, não vais conseguir vergar ante o peso da tua força bruta, silenciosa mas esmagadora.
És cruel, és feio por fora e cinzento por dentro.
Há quanto tempo não te emocionas com uma gota de orvalho que escorre numa qualquer folha de árvore que rebenta numa daquelas árvores da colina junto da ribeira?
Há quanto tempo perdeste toda a capacidade de rires de ti mesmo, das tuas pequenas asneiras e fraquezas, ou mesmo de mim, já que não me largas nem por um minuto e sabes tudo de mim?
Há quanto tempo não ouves delcamar um poema?
Há quanto tempo não jogas ao pião?
Há quanto tempo não sujas os calções com as traquinices que são normais aos meninos da nossa rua?
Conheço-te desde que nasci. Sempre andaste a meu lado. Sempre. E nunca, nunca, te vi fazer nada disso.
Mas agora não te quero mais junto de mim.
Como hei-de mandar-te embora? Ou terei de aceitar que nunca me deixarás.
Se ao menos falasses comigo e me compreendesses, se fosses tolerante, paciente e bom ouvinte.
Mas não! Tu és amorfo, simplesmente existes e esse teu silêncio é uma manobra obscura para dares comigo em louco.
Não hás-de conseguir.
Vai-te embora. Vai. Para sempre. Afasta-te de mim, sombra minha que me assustas.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

#020 Recomeço

Em todos os momentos da nossa vida há um tempo para recomeçar.
Recomeçar a escrita de um livro, recomeçar um projecto profissional, recomeçar um projecto familiar, recomeçar um projecto de vida...
Recomeçar!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

#019 Paraíso


Paraíso é um conceito, não um lugar. Mas pode ser um lugar, se este estiver de acordo com o conceito.
Eu conheço um lugar assim. O 'meu' Codes, na ribeira com o mesmo nome.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

#018 Conectividades difusas

A vida vai seguindo o seu percurso e, sempre que páro para pensar, constato que o tempo que foi já não é e que a cada segundo, a cada fracção desse tempo, ele é mais escasso, menos abundante para a minha vida.
De pouco vale, assim, alimentar inimizades, sustentar querelas, abastecer situações de afastamento por castigo sobre quem, no passado, alguma vez me causou dor e sofrimento.
Jamais esquecerei o bom e o mau que vivi mas já não vivo para cobrar nem para ajustar contas com ninguém.
Continuo, porém, fiel ao modo como sempre me conheci: emotivo, por vezes fleumático, outras vezes romântico, outras ainda mais racional, intuitivo, cognitivo, cerebral até.
Já não levo tão a peito que as pessoas se revelem como são: frágeis, por vezes fúteis, trocando valores e convicções como se artigos de mercearia ou commodities cotadas em Chicago se tratasse.
Quem esteve próximo de mim pode partir para longe? Pode.
Quem esteve longe de mim pode sentir-se agora mais perto? Pode.
E entre essas pessoas, pode haver distância e proximidade? Pode.
Não é, pois, verdade que amigos dos meus amigos, meus amigos são. Nem é verdade que os meus adversários sejam adversários dos meus amigos.
A vida é assim mesmo: uma complexa teia de relações humanas, sustentadas em afectos voláteis, raramente consolidados e nunca perpétuos.
E a minha vida profissional vai indo.
E a saída da função de vereador da Câmara Municipal de Abrantes fez-se em silêncio, como eu queria.
E a preparação de eleições coloca os partidos e os movimentos independentes de cidadãos em movimento.
E mesmo por aí já não quero coleccionar inimizades por trocas de afectos.
Já tive a minha dose de desilusão em 2005. E porque agora me iludo menos acredito que não ficarei desiludido com nada nem com ninguém. Nas autárquicas, nas legislativas, nas europeias, agora e depois de agora. Sim, porque antevejo mudanças sociais em Portugal depois deste ano de 2009.

sexta-feira, 20 de março de 2009

#017 Uma mudança necessária

Na passada terça-feira apresentei o pedido de suspensão de mandato como vereador eleito na Câmara Municipal de Abrantes.
Optei por fazê-lo em silêncio, sem anúncios à imprensa, sem barulho, sem mediatismos.
Foi uma decisão ponderada, muito amadurecida.
Entre 1997 e 2001, não era autarca eleito mas passei muitas sessões sentado no público, a assistir, quase como se fosse vereador. Sobretudo a partir de 1998, quando liderei, pela primeira vez, o PSD de Abrantes.
Depois, fiz todo o mandato entre 2001 e 2005 e entre 2005 e o passado dia 17.
Não renunciei - suspendi. Não sei, contudo, se regresso. Estou a iniciar funções num novo desafio profissional. Passo muito tempo fora, em reuniões, em trabalho de acompanhamento e lançamento do novo modelo de reconfiguração dos cuidados de saúde primários, tenho necessidade de andar muito focalizado neste desafio, tão exigente como estimulante.
Por isso, sinto-me diminuído nas minhas capacidades de estar em contacto com a população que me elegeu, de acompanhar a actividade quotidiana, de me concentrar nos dossiers em agenda, de preparar votações e declarações de voto, de ser uma presença física e psíquica nos assuntos do Município de Abrantes.
Continuo atento e a querer o melhor para Abrantes.
Continuo atento e a preocupar-me com o futuro de Abrantes.
Continuo atento e a dar o meu contributo para que Abrantes possa ser um concelho mais próspero, mas atractivo para nele podermos viver, liderante, inclusivo, dinâmico e sustentável.
O modelo que defendi não é o modelo que impera. Continuo a acreditar nas virtualidades do modelo que defendi. Continuo a achar que é mais válido para o concelho, apesar de os eleitores terem tomado outra opção.
Continuarei a acompanhar a vida política de Abrantes.
Mas para já, impunha-se esta mudança que traduz, ainda, o regresso ao basismo militante de quem não ocupa qualquer cargo ou função na estrutura do PSD.
Se me perguntassem, apenas há 5 anos, se conseguiria viver longe do bafio das paredes das sedes partidárias, longe dos corredores de conversas paralelas e da vida singela que é a dos partidos, provavelmente, diria que não, que no meu sangue corria vontade de estar ligado à política.
Hoje, não sinto nada disso. Nem sinto vazio, nem nostalgia, nem rancor. Sinto desprendimento. Afinal, acho que a escola da JSD teve em mim um efeito positivo: explicou-me que nada é, nem pode ser, eterno. E que devemos saber aceitar o nosso destino e estar bem com a nossa consciência.
E porque nada é eterno também poderá ser verdade que a minha distância face ao mundo activo da política também seja, afinal, ela própria, efémera.
Quem sabe? Ninguém, nem eu.
Até já!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

#016 Carta esquisita

Recebi um ficheiro contendo uma carta, alegadamente verídica, através da qual um sujeito requer ao Ministro da Defesa a sua não incorporação no serviço militar.
Pode não ser verdadeira mas é tão espirituosa que resolvi aqui efectuar a sua publicação:
«Exmo Sr. Ministro da Defesa,
Venho deste modo explicar-lhe uma situação delicada que tem vindo a ocorrer, de maneira a poder obter um eventual apoio vindo de Vossa Exa;
Tenho 24 anos, e fui esta semana chamado para ir à tropa. Sou casado com uma viúva de 44 anos, mãe de uma jovem de 25 anos, da qual sou padrasto. O meu pai, por seu lado, casou-se com essa jovem em questão.
Neste momento, o meu pai passou a ser o meu genro, uma vez que se casou com a minha filha.
Deste modo, a minha filha, ou chamemos-lhe, enteada, passou a ser a minha madrasta, uma vez que é casada com o meu pai.
A minha esposa e eu tivemos, no mês passado, um filho.
Esse filho tomou-se o irmão da mulher do meu pai, portanto o cunhado do meu pai.
O que faz com que seja o meu tio, uma vez que é o irmão da minha madrasta.
O meu filho é, portanto, o meu tio...
A mulher do meu pai teve no Natal um rapaz, que é ao mesmo tempo o meu irmão, uma vez que ele é filho do meu pai, mas o meu neto por ser o filho da minha enteada, filha da minha esposa.
- Desta maneira sou o irmão do meu neto!
E como o marido da mãe de;uma pessoa é o pai da mesma, verifiquei que sou o pai da minha esposa, e o irmão do meu filho.
Resumindo: sou o meu avô!!!
Deste modo, Sr Ministro, peço-lhe que estude pacientemente o meu Caso, porque a lei não permite que o pai, o filho, e o neto sejam chamados à tropa na mesma altura.
Agradecendo antecipadamente a sua atenção, mando-lhe os meu melhores cumprimentos».

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

#015 O Estranho Caso de Benjamin Button

A ver, sem falta nenhuma. Há muito, muito tempo que um filme não me 'tocava' como este conseguiu.

Uma história de amor, sentimentos, profundidade de argumento, de actores, de talento, uma história arrebatadora.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

#014 Revolutionary Road

Ontem fui ao cinema com a minha família.
Leonardo DiCaprio e Kate Winslet num bom desempenho, num filme profundo sobre temas relevantes ainda hoje, não apenas nos anos 50: a descoberta de nós mesmos, da nossa vocação, do nosso papel no mundo, da teia complexa de relações humanas.
Recomendo. Embora não tenha atingido a excelência, é um bom filme.

#013 Michael Bublé

Comprei também há dias Michael Bublé.
A minha preferida é o LOST.
Aqui fica. Oiçam bem alto. Vale a pena.

#012 Josh Groban

Descobri este músico que vendeu mais de 25 milhões de CD's em 2008.
Por cá é ainda desconhecido mas nos Estados Unidos é muito famoso.
You Raise me Up é um estrondo!
Quem é Josh Groban?
Josh Groban é um cantor Norte Americano, autor do single You Are Loved (Dont Give Up) e considerado dos cantores mais expressivos dos EUA.
O site dele pode ser obtido AQUI.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

#011 Fora de Tudo

Uma das coisas melhores que podemos ter quando estamos mais afastados da vida político-partidária é que estamos mais afastados da vida político-partidária!
É verdade.
Não sou diferente, porventura, dos outros mas consegui mesmo estar de uma forma mais distante e mais serena face ao enquadramento dos partidos políticos.
Nos últimos dias algumas pessoas me têm abordado na rua perguntando-me se eu sou novamente candidato à câmara de Abrantes.
Logicamente respondo que não. Mas algumas pessoas ficam a olhar para mim como a perguntarem a si mesmas: «então mas tu agora é que devias aproveitar, o Nelson não concorre, tens mais hipóteses». Algumas pessoas verbalizam mesmo isso.
Compreendo-as e aceito as observações.
Mas a vida é mesmo assim. A minha decisão de não concorrer foi tomada na noite das eleições de 2005. E assumi compromissos com base nisso. Poucas pessoas saberão que recusei uma excepcional oportunidade profissional, em Maio de 2005, porque tinha um compromisso assumido com o meu partido e com os eleitores - a campanha estava em marcha e não me foi possível desistir para aceitar aquela que terá sido, até hoje, uma das mais aliciantes e desafiadores oportunidades profissionais, em contexto multinacional.
Acresce que nunca passei da fasquia dos 30% em Abrantes.
Acresce que considero que os eleitores são sempre lúcidos no momento da escolha. Um pouco mentirosos, é certo, mas lúcidos na hora de votar. Era bom que fossem mais honestos quando nos abordam ou são abordados nas campanhas. A julgar pelas palavras simpáticas e palmadinhas nas costas, todos os candidatos, sem excepção, poderão ambicionar um resultado acima do que, na prática, se vem a verificar. O povo mente, os políticos mentem, toda a gente mente a toda a gente. É esta a essência da política nos dias de hoje.
É, também, por isso que decidi afastar-me. A política é um jogo difícil de equilíbrios e acordos tácitos muito pouco perenes.
Acompanho, contudo, a política local, regional e nacional. Não estou desatento. Mas não vou andar por aí. Não vou ficar à espreita. Vou fazer o meu caminho. Não significa isso que me seja indiferente. Não é.
A política em Abrantes vai aquecer nos próximos meses, acredito eu. Será - como sempre - da forma que os eleitores decidem.
Decidem sempre bem? Como disse, quero acreditar que sim. Pelo menos, decide sempre uma maioria. O que não significa que quem perde não tenha razões ou a maioria de razão do seu lado. Na hora de votar a componente afectiva conta, a fidelização partidária e/ou ideológica (quando esta existe) conta também, a tradição conta. Tudo isso conta. E melhor aproveita quem saiba navegar nessas águas e aproveitar os ventos favoráveis, colocando-se a jeito. Há pessoas com sorte, há pessoas com talento. Desse modo poderemos ter pessoas com sorte e com talento, pessoas com sorte e sem talento, pessoas sem sorte mas com talento e pessoas sem sorte nem talento.
Olhem para o panorama dos candidatos anunciados e façam o pequeno exercício de ver em que perfil se encaixa cada um deles.
Eu já o fiz. E fartei-me de rir, juro.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

#010 Para que serve um telemóvel?

O que vou contar de seguida já não é novidade absoluta. Mas é interessante e pode ser útil.
Vou transcrever como recebi:
«Há algumas coisas que se podem fazer em situações de emergência e o telemóvel pode, na verdade, ser um salva-vidas ou uma ferramenta de sobrevivência. Tomem atenção as estas coisas que se podem fazer com ele:
PRIMEIRO: Emergências
O número internacional das emergências para o telemóvel é o 112. Se nos encontrarmos sem rede numa situação de emergência, devemos ligar o 112 e o telemóvel vai procurar qualquer rede que se encontre disponível para se ligar ao 112. E o mais engraçado é que esse número pode ser marcado mesmo se o telemóvel estiver bloqueado.
SEGUNDO: Trancou as chaves dentro do carro?
Se o seu carro tiver um comando de abertura de portas, talvez isto lhe possa ser útil um dia. Aqui está uma óptima razão para se ter um telemóvel. Se trancou o carro com as chaves lá dentro e tem outro comando do carro em casa, ligue para o telemóvel duma pessoa que se encontre em casa, afaste-se cerca de meio metro da porta do carro e peça à pessoa a quem telefonou para carregar no comando no botão de abrir a porta do carro, mantendo-o próximo do telemóvel no lado de lá. O seu carro abrir-se-á e assim poupar-lhe-á uma viagem até casa para buscar outro comando. Neste caso a distância a que se encontra da pessoa a quem telefonou a pedir ajuda não é problema - pode até estar a centenas de quilómetros de distância.
TERCEIRO: Bateria escondida
Imagine que a bateria do seu telemóvel está em baixo. Para a carregar numa situação emergente, digite *3370# e o telemóvel carregar-se-á com uma reserva que se encontra oculta e mostrará um aumento em 50% de carga disponível. Esta reserva recarregar-se-á automaticamente na próxima vez que ligar o telefone à corrente para o voltar a carregar e gerará nova reserva oculta de bateria, disponível novamente para outra emergência.
QUARTO: Como desactivar um telemóvel roubado?
Para obter o número de série do seu telemóvel digite * # 0 6 #. Um código de 15 números aparecerá no ecran, sendo único para cada telemóvel. Anote este número e guarde-o num sítio seguro. Na eventualidade de o seu telemóvel ser roubado pode ligar para o seu operador (Vodafone, TMN, Optimus), dar este código e pedir que lhe bloqueiem o telemóvel. Este ficará sem utilidade nenhuma mesmo se o ladrão tiver mudado o cartão SIM. Provavelmente não recuperará nunc o telemóvel roubado mas fica, pelo menos, a saber que quem quer que o tenha não poderá utilizar ou vender.»

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009